segunda-feira

Menu do salão de chá, pastelaria e restaurante dos Grandes Armazéns do Chiado, 1955. Em: «Lisboa Desaparecida», volume IX, capítulo «Restaurantes e Petiscos». Peça do Arquivo Marina Tavares Dias.







domingo

 Correu até ao fim

Placa toponímica da Rua Francisco Lázaro, representando em painel de azulejos - mais ou menos fantasista - o maratonista português que morreu em Estocolmo durante os Jogos Olímpicos de 1912.

A lenda do desportista foi acalentada pela tragédia. Do diminuto grupo português da nossa primeira presença nas Olimpíadas, a grande estrela era o recordista dos 100 metros: António Stromp. Foi ele quem primeiro pisou um estádio olímpico, em competição, com a camisola das quinas. A Rua António Stromp é no Lumiar. Mas painel assim (cópia do original da década de 1920), só existe este, na transversal da Rua dos Anjos.



quarta-feira

O ELÉCTRICO PARA A BOLA


O domingo em todo o seu esplendor. Dia de futebol. Carro "à cunha" . Só homens, a caminho dos estádios. Para ir ver o Benfica ao Campo Grande, ou o Sporting ao Lumiar, viajar de eléctrico, mesmo nas piores condições, podia ser uma aventura. Disso é prova o aspecto alegre destes "penduras" em fato domingueiro. Em plena Avenida da República, vislumbra-se, à esquerda, o edifício da Ideal das Avenidas, hoje demolido (fotografia c. 1948, arquivo M.T.D. - direitos reservados).




sábado

 COLUNAS AO CONTRÁRIO

NA RUA DA MOURARIA


O Colégio dos Meninos Órfãos foi construído em 1273, por iniciativa da Rainha D. Brites, mulher de D. Afonso III. Séculos mais tarde, no século XVI, esteve sob protecção de D. Leonor, mulher de D. João III. Dessa data serão estas colunas posteriormente derrubadas pelo teramoto de 1755.
Quando o portal foi reconstruído, as colunas foram colocadas ao contrário: as bases em cima e os capitéis em baixo.
Assim podem ainda ver-se, no edifício que albergou a esquadra da Mouraria.


Fotografia: Marina Tavares Dias, Outubro do 2024






quarta-feira

Fotografia única do Rei D. Carlos


A mais extraordinária fotografia do Rei Dom Carlos é provavelmente esta, tirada por Joshua Benoliel durante um torneio de florete presidido pelo Rei, na Tapada da Ajuda, em 1907.


Ao lado, fardado, o Infante D. Afonso. O Rei muito mais informal, traja casaco sem bandas e colete de gola, calça 'pied-de-poule' e chapéu mole. Pela primeira vez e talvez única vez, o fotógrafo apanhou-lhe o sorriso rasgado, revelando dois dentes nitidamente tortos. Não se preocupa, sequer, em esconder o curativo que lhe protege o dedo queimado pelo calor do charuto.


A imagem foi considerada tão excepcional que vários editores de postais ilustrados a reproduziram na época, mas a riqueza de pormenores apenas é perceptível numa ampliação razoável e a partir do original, como a que aqui mostramos.


Negativo e prova originais
pertencentes ao ARQUIVO MARINA TAVARES DIAS.

Emprestada para celebração do centenário, em 2008, foi depois abusivamente copiada por vários «sites», decerto cedida por quem organizou o evento.




terça-feira

 LISBOA DE FERNANDO PESSOA



LISBOA NOS PASSOS DE FERNANDO PESSOA

LISBON IN FERNANDO PESSOA'S FOOTSTEPS
- NOW IN ENGLISH AND PORTUGUESE EDITION

Not a turistical guide. Not a collection of modern photographs. A story of the Poet's life illustrated by sellected images during a 25-year old research. The city exactly as Pessoa saw it during his lifetime.


Lisboa e Fernando Pessoa são indissociáveis, como o demonstra Marina Tavares Dias, profunda conhecedora da cidade e também da vida e obra do poeta.

Viagem única através de textos e de imagens inéditas da
época, este passeio pela Lisboa pessoana remete-nos para uma Baixa Pombalina alegre e animada, muito diferente da actual, e para uma cidade em que bairros residenciais, como Campo de Ourique, eram ainda considerados pitorescos e muito longínquos do centro.

Um passeio memorável e uma vivência ímpar de cenários que o
poeta conheceu, tal como ele os conheceu. 

Eis o que Marina Tavares Dias nos oferece nestas páginas.





COD INTERNO
28309
ISBN
978-989-672-115-2
EAN
9789896721152
TITULO
Lisboa nos Passos de Fernando Pessoa
AUTOR
Dias, Marina Tavares
EDITORA
OBJECTIVA
PVP
22,00 €

TEMATICA:
Monografias




 CHIADO ACIMA, CHIADO ABAIXO


É comum encontrar uma dúzia de conhecidos enquanto se percorrem os quarteirões da Rua Garrett. O que levaria cinco minutos a descer transforma-se em derrame duma manhã inteira. Mas ninguém se importa com isso. Há tempo para tudo, ou assim parece. Toma-se café sempre sentado e à espera de companhia. As misturas são aromáticas e diversas - provenientes das colónias ou dos negócios rentáveis com o Brasil - mas vêm mornas. Não é hábito encher a chávena atrás do balcão: os criados trazem-na vazia até à mesa onde aviam da mesma cafeteira todos os convivas. A palavra “bica” está, portanto, por inventar. A melhor moka do século XIX não passa daquilo que, no futuro, se chamará “café de saco”.

(in Lisboa Desaparecida de Marina Tavares Dias, volume IV)

Em baixo: Interior dos Grandes Armazéns do Chiado
Fotografia de Marina Tavares Dias, 1985




CARTAZES NA AVENIDA ALMIRANTE REIS

Durante décadas, a mudança de programa dos grandes cinemas de Lisboa era também um espectáculo de rua. A operação fazia-se quase sempre dura...