A 30 de Abril assinala-se o aniversário de Júlio de Castilho, nascido em 1840. Uma das figuras mais persistentes e apaixonadas na fixação da memória de Lisboa. Filho do escritor António Feliciano de Castilho, cresceu em ambiente culto, mas foi na observação da cidade que encontrou o seu território literário. Percorreu ruas, recolheu tradições, anotou topónimos, ouviu histórias e fixou tudo com um detalhe que continua insubstituível.
A sua ‘Lisboa Antiga’ é o grande repositório duma memória feita de bairros, pátios, igrejas, hábitos e personagens, onde a erudição convive com o gosto pelo pormenor curioso. Embora se dedicasse ao levantamento de episódios históricos, Castilho não era só um investigador de gabinete: fez-se caminhante na cidade, e também escrevia a partir do terreno. Sem ele, muito do que sabemos sobre a Lisboa oitocentista teria simplesmente desaparecido, diluído nas transformações urbanas e no esquecimento.


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