Lisboa tal como é divulgada pelos livros de Marina Tavares Dias
Marina Tavares Dias, Olisipografia
38 anos de criatividade pessoal ao serviço do colectivo, na defesa de LISBOA
terça-feira
FERNANDO PESSOA
NUMA CADEIRINHA QUE NÃO ERA DELE
O estúdio de João Francisco Camacho foi dos mais importantes na Lisboa de finais de Oitocentos. Tinha entrada pelo número 116 da Rua Nova do Almada (edifício dos Grandes Armazéns do Chiado). Natural da Madeira, Camacho viveu em Paris, conhecendo grandes profissionais e trabalhando como discípulo do «inventor» da carte de visite, Disderi.
Esta fotografia do futuro poeta Fernando Pessoa é posterior à reconstrução do atelier (após o incêndio do Palácio Barcelinhos, em 1880). Camacho viria a morrer em 1898, aos 65 anos. O estúdio passou então para a posse do filho, José Alves Camacho.
In Lisboa Desaparecida, volume 7.
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