Marina Tavares Dias, Olisipografia

38 anos de criatividade pessoal ao serviço do colectivo, na defesa de LISBOA

segunda-feira

 Parque Mayer

Marina Tavares Dias
Lisboa Desaparecida, volume 9

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Luís Galhardo tinha o projecto definitivo do Variedades na gaveta desde 1924, para o colocar exactamente em cima de um dos antigos lagos monumentais dos jardins da casa Mayer, onde, em tempos idos, se afogara uma das crianças do palacete; razão que levava a estúrdia dos primórdios do Parque a crer estar aquele pedaço assombrado por almas do outro mundo. Galhardo estendeu sobre a funesta história o traço do arquitecto Urbano de Castro. Esqueceram-se enredos mais tristes e o primeiro cartaz do Variedades anunciava, ao alto da fachada, a «estreia mais divertida do ano» para 8 de Julho de 1926. Era a revista “Pó de Arroz”, original de Luís Galhardo, pai, e José Galhardo, filho. Contaram com a colaboração de um jovem actor e argumentista chamado Vasco Santana. Era cabeça de cartaz, logo seguido pelos nomes de Costinha, Alves da Costa e Hortense Luz. A música ficou a cargo de Raul Portela e Tomás del Negro.

Continua no livro

Fotografia Arquivo CML, publicada no livro





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